{"id":718,"date":"2025-04-14T09:18:56","date_gmt":"2025-04-14T12:18:56","guid":{"rendered":"https:\/\/primecafes.com\/?p=718"},"modified":"2025-04-14T09:19:44","modified_gmt":"2025-04-14T12:19:44","slug":"cafe-ficou-77-mais-caro-em-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primecafes.com\/index.php\/2025\/04\/14\/cafe-ficou-77-mais-caro-em-um-ano\/","title":{"rendered":"Caf\u00e9 ficou 77% mais caro em um ano"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\">In\u00edcio da colheita brasileira e aumento de estoques globais podem reduzir cota\u00e7\u00f5es, mas guerra tarif\u00e1ria aberta pelos EUA deixa quadro mais incerto<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;caf\u00e9&nbsp;continua a pesar no bolso dos consumidores brasileiros. O&nbsp;<strong>\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo<\/strong>&nbsp;(IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), mostrou hoje (11\/4) que o pre\u00e7o da bebida mo\u00edda subiu 8,14% em mar\u00e7o, enquanto o caf\u00e9 sol\u00favel teve alta de 3,52%.<\/p>\n\n\n\n<p>A infla\u00e7\u00e3o na bebida n\u00e3o \u00e9 uma novidade e vem h\u00e1 mais de um ano sofrendo reajustes para cima. No campo, os custos de produ\u00e7\u00e3o praticamente dobraram da safra de 2024 para a de 2025.&nbsp;Em um ano, o produto ficou 77,78% mais caro para o consumidor. A alta foi de 66% ano passado e ultrapassa os 30% no ac\u00famulo do primeiro trimestre de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De acordo com analistas ouvidos pela Globo Rural, a tend\u00eancia para abril e maio \u00e9 que o consumidor continue pagando mais pelo gr\u00e3o torrado e mo\u00eddo, nas g\u00f4ndolas de mercado ou nas cafeterias.<\/strong>&nbsp;A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do Caf\u00e9 (Abic) monitora mensalmente os valores do varejo no pa\u00eds, e em mar\u00e7o, o pre\u00e7o do caf\u00e9 tradicional atingiu a m\u00e9dia de R$ 64,80 o quilo do gr\u00e3o torrado e mo\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse valor apresentou uma queda de R$ 1,33 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cota\u00e7\u00e3o do m\u00eas de fevereiro, que fechou em R$ 65,53. Contudo, em janeiro deste ano, o quilo do caf\u00e9 ainda n\u00e3o tinha sofrido os reajustes mais fortes por causa da falta de estoques no mercado e estavam a R$ 56,68.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima vez que o brasileiro pagou menos de R$ 30 o quilo de caf\u00e9 foi exatamente h\u00e1 um ano, em abril de 2024, quando o custo no varejo foi R$ 29,18. Antes disso, a menor cota\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 nos \u00faltimos cinco anos ocorreu em maio de 2020, quando o quilo era R$ 14,08.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De maio de 2020 at\u00e9 mar\u00e7o deste ano, houve oscila\u00e7\u00f5es no valor da bebida, com tend\u00eancia de alta e ac\u00famulo de 365,45% nos pre\u00e7os.&nbsp;<\/strong>Pavel Cardoso, presidente da Abic, explicou que a ind\u00fastria de caf\u00e9 segurou aumentos em per\u00edodos anteriores, mas que com a oferta limitada e a alta do gr\u00e3o que vem do campo, os reajustes foram inevit\u00e1veis e isso pode respingar no valor da g\u00f4ndola em mais alguns meses.<strong>Mesmo que haja um recuo leve, como o de fevereiro para mar\u00e7o, o caf\u00e9 ainda est\u00e1 em valores que o consumidor n\u00e3o pagava h\u00e1 alguns anos, como mostram os dados da Abic.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as principais marcas preveem reajustes que podem ultrapassar 40% entre o final de 2024 e o in\u00edcio de 2025.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A alta do caf\u00e9 tem volta?<\/h2>\n\n\n\n<p>A resposta de analistas do setor de caf\u00e9 \u00e9 de a alta de caf\u00e9 n\u00e3o tem volta a curto prazo. Ainda que haja influ\u00eancia do tarifa\u00e7o do governo Donald Trump, da incid\u00eancia de chuvas no parque cafeeiro do Brasil e do in\u00edcio da colheita da safra 2025\/26 em maio, esses fatores n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para uma queda forte nas bolsas internacionais e, consequentemente, no varejo, como apontaram os boletins dos \u00faltimos tr\u00eas meses do escrit\u00f3rio e corretora de caf\u00e9 Carvalhaes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o produtor, o alerta \u00e9 para dimensionar a colheita, preparar a manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e manejo de solo para a pr\u00f3xima safra, de 2026\/27, que \u00e9 o per\u00edodo que analistas apontam como um ano de recupera\u00e7\u00e3o dos volumes de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para se ter uma ideia, em mar\u00e7o, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou os pre\u00e7os m\u00ednimos da saca de caf\u00e9 no mercado f\u00edsico para esta temporada: ficou estabelecido R$ 662,04 para a saca de 60 quilos do ar\u00e1bica, alta de 3,78% ao valor do ciclo passado. Para o conilon, o valor foi de R$ 498,79, quase 18% a mais do que o cobrado na temporada 2024\/25.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes do setor contaram \u00e0 Globo Rural, inclusive, que est\u00e3o segurando caf\u00e9 para verificar o quanto ir\u00e3o colher para ainda testar valores maiores nas vendas. H\u00e1 produtor que recebeu nos \u00faltimos meses para um caf\u00e9 especial aproximadamente R$ 3,5 mil por saca.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que o caf\u00e9 est\u00e1 mais caro?<strong>Condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adversas<\/strong>: Secas prolongadas e temperaturas elevadas nas principais regi\u00f5es produtoras, como Minas Gerais e S\u00e3o Paulo, prejudicaram a forma\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os nos cafezais. O fator deve prejudicar o volume de produ\u00e7\u00e3o, segundo as consultorias Safras &amp; Mercado, Barchart e Trading Economics. \u200b<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aumento da demanda global<\/strong>: O crescimento do consumo mundial de caf\u00e9, especialmente com a entrada de novos mercados como a China, tem pressionado a oferta, como mostram os dados mais recentes &#8211; de janeiro \u00e0 mar\u00e7o &#8211; do Conselho dos Exportadores de Caf\u00e9 do Brasil (Cecaf\u00e9). \u200b<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Problemas log\u00edsticos e custos de transporte<\/strong>: Conflitos em regi\u00f5es estrat\u00e9gicas, como o Oriente M\u00e9dio, dificultaram a exporta\u00e7\u00e3o e aumentaram os custos log\u00edsticos, de acordo com o Cecaf\u00e9. Al\u00e9m disso, a sa\u00edda do gr\u00e3o do Brasil, em especial do Porto de Santos &#8211; de onde saem os maiores volumes de sacas do gr\u00e3o do Brasil &#8211; vem registrando atrasos da sa\u00edda de navios desde o ano passado, acrescentou a entidade. \u200b<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o dos estoques globais<\/strong>: A previs\u00e3o de estoques mundiais de caf\u00e9 para o final da safra 2024\/25 \u00e9 de 20,9 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, o menor n\u00edvel em 25 anos, indicando uma oferta limitada, segundo a Tranding Economics.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">No segundo semestre de 2025, o pre\u00e7o do caf\u00e9 pode come\u00e7ar a cair se:<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Recupera\u00e7\u00e3o dos estoques globais<\/strong>: Os estoques mundiais de caf\u00e9 est\u00e3o em n\u00edveis muito baixos na ICE Futures. Se o Brasil exportar bem e outros produtores (como Vietn\u00e3 e Col\u00f4mbia) tamb\u00e9m tiverem boas safras, o mercado poder\u00e1 reconstruir estoques, mas isso \u00e9 uma realidade incerta, de acordo com analistas, como Eduardo Carvalhaes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Colheita da nova safra no Brasil<\/strong>: Os trabalhos de campo come\u00e7am entre o final de abril e maio, entrando no segundo semestre. Se as perdas n\u00e3o forem t\u00e3o graves, como explicam analistas do setor, pode haver uma invers\u00e3o de tend\u00eancia. As entidades n\u00e3o arriscam um n\u00famero para n\u00e3o &#8220;testar&#8221; os mercados e gerar mais especula\u00e7\u00f5es entre demanda e oferta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Clima favor\u00e1vel at\u00e9 o final da colheita<\/strong>: Se n\u00e3o houver geadas, secas ou chuvas excessivas em regi\u00f5es como o Sul de Minas, Mogiana e Cerrado Mineiro, o volume e a qualidade dos gr\u00e3os melhoram, segundo os \u00faltimos informativos mensais da Federa\u00e7\u00e3o de Agricultura e Pecu\u00e1ria de Minas Gerais (Faemg). Um caf\u00e9 de melhor qualidade e em maior quantidade pressiona os pre\u00e7os para baixo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perspectivas para o futuro<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma redu\u00e7\u00e3o significativa nos pre\u00e7os s\u00f3 \u00e9 aguardada a partir da safra de 2026\/27, caso as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas sejam favor\u00e1veis e a produ\u00e7\u00e3o se recupere, conforme analisou a Faemg. \u200b<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 mais clara assim que comecem e avancem os trabalhos de campo no Brasil, em maio.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/globorural.globo.com\/agricultura\/cafe\/noticia\/2025\/04\/alta-historica-do-cafe-em-2025-quando-o-preco-vai-cair.ghtml\">https:\/\/globorural.globo.com\/agricultura\/cafe\/noticia\/2025\/04\/alta-historica-do-cafe-em-2025-quando-o-preco-vai-cair.ghtml<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>In\u00edcio da colheita brasileira e aumento de estoques globais podem reduzir cota\u00e7\u00f5es, mas guerra tarif\u00e1ria aberta pelos EUA deixa quadro mais incerto O&nbsp;caf\u00e9&nbsp;continua a pesar no bolso dos consumidores brasileiros. 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