{"id":1066,"date":"2025-10-29T09:27:24","date_gmt":"2025-10-29T12:27:24","guid":{"rendered":"https:\/\/primecafes.com\/?p=1066"},"modified":"2025-10-29T09:27:24","modified_gmt":"2025-10-29T12:27:24","slug":"internet-esta-em-795-dos-cafezais-do-espirito-santo-aponta-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primecafes.com\/index.php\/2025\/10\/29\/internet-esta-em-795-dos-cafezais-do-espirito-santo-aponta-pesquisa\/","title":{"rendered":"Internet est\u00e1 em 79,5% dos cafezais do Esp\u00edrito Santo, aponta pesquisa"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Do total de 1,27 milh\u00e3o de hectares cultivados com\u00a0<strong>caf\u00e9<\/strong>\u00a0no Brasil, 69% j\u00e1 possuem acesso \u00e0 conex\u00e3o 4G ou 5G. \u00c9 o que aponta um levantamento da ConectarAGRO, associa\u00e7\u00e3o que acompanha a expans\u00e3o da conectividade no campo, em parceria com a Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV).<\/p>\n\n\n\n<p>Os principais estados produtores de\u00a0<strong>caf\u00e9<\/strong>\u00a0(<strong>Minas Gerais<\/strong>,\u00a0Esp\u00edrito Santo, S\u00e3o Paulo e Bahia) respondem juntos por cerca de 94% da \u00e1rea cultivada no pa\u00eds na safra 2023\/24, segundo o IBGE (2025). Por isso, as an\u00e1lises estaduais se concentram nessas regi\u00f5es. No caso dos munic\u00edpios, foram considerados apenas aqueles com \u00e1reas de cultivo superiores a 10 hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento utilizou&nbsp;<strong>dados do MapBiomas 2024 para determinar a \u00e1rea cafeeira nacional<\/strong>, e n\u00e3o os n\u00fameros declarados pelos produtores ao IBGE. O m\u00e9todo tem limita\u00e7\u00f5es, especialmente no bioma amaz\u00f4nico, onde as caracter\u00edsticas naturais dificultam a detec\u00e7\u00e3o de lavouras pelo algoritmo. Assim, embora a regi\u00e3o seja relevante para a cafeicultura, n\u00e3o foi considerada no estudo. De acordo com o mapeamento do MapBiomas, a \u00e1rea nacional destinada ao caf\u00e9 \u00e9 de 1,27 milh\u00e3o de hectares, dos quais 876,6 mil t\u00eam acesso \u00e0 internet m\u00f3vel, resultando em uma taxa de cobertura de 69%.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para o IBGE, a \u00e1rea total em produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 no Brasil em 2024 foi estimada em 1,9 milh\u00e3o de hectares. O Brasil possui a maior \u00e1rea cafeeira do mundo, com Minas Gerais sendo o principal estado produtor, seguido pelo Esp\u00edrito Santo. O estado capixaba tem cerca de 402 mil hectares de caf\u00e9 em produ\u00e7\u00e3o, que representam 20,6% da \u00e1rea nacional, com uma participa\u00e7\u00e3o de 26,3% na produ\u00e7\u00e3o nacional de caf\u00e9, sendo o maior produtor de\u00a0caf\u00e9 conilon\u00a0do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conectividade-por-estado\"><strong>Conectividade por estado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em&nbsp;<strong>Minas Gerais, maior produtor do pa\u00eds, s\u00e3o 886 mil hectares cultivados, com 67,8%<\/strong>&nbsp;de cobertura digital. O \u00edndice abaixo da m\u00e9dia nacional se deve, segundo a ConectarAGRO, \u00e0 grande extens\u00e3o territorial, ao relevo montanhoso e \u00e0 predomin\u00e2ncia de pequenas propriedades, sobretudo nas Matas de Minas e no Sul do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>No&nbsp;<strong>Paran\u00e1<\/strong>, 81,8% dos 34 mil hectares de caf\u00e9 est\u00e3o conectados \u2013 o maior \u00edndice entre os estados. Em seguida aparece o<strong>&nbsp;Esp\u00edrito Santo, com 79,5% dos 168 mil hectares cultivados cobertos por internet<\/strong>, e&nbsp;<strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, com 76,3% dos 119 mil hectares. Esses tr\u00eas estados lideram o ranking de conectividade e apresentam condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de tecnologias digitais na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre \u00e1rea total e \u00e1rea conectada revela disparidades importantes. Estados com maior \u00edndice de cobertura, como Paran\u00e1, Esp\u00edrito Santo e S\u00e3o Paulo, contam com estruturas agr\u00edcolas mais organizadas, propriedades mais acess\u00edveis logisticamente e maior participa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e investimentos privados \u2013 fatores que aceleram a digitaliza\u00e7\u00e3o do campo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Esp\u00edrito Santo (79,5%), o Paran\u00e1 (81,8%) e S\u00e3o Paulo (76,3%) apresentam os maiores \u00edndices de conectividade, refletindo um cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas avan\u00e7adas na produ\u00e7\u00e3o. Esses estados, com estruturas agr\u00edcolas mais organizadas e maior presen\u00e7a de propriedades acess\u00edveis em termos log\u00edsticos, v\u00eam liderando a digitaliza\u00e7\u00e3o no campo, o que pode estar associado a pol\u00edticas p\u00fablicas regionais, incentivos setoriais e maior investimento privado\u201d, destacou a pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros evidenciam a rela\u00e7\u00e3o entre a \u00e1rea total de caf\u00e9 e a \u00e1rea de caf\u00e9 conectada \u00e0 rede 4G nos principais estados produtores do Brasil, expressando o percentual de conex\u00e3o como um indicativo da digitaliza\u00e7\u00e3o da cafeicultura. Esse dado \u00e9 relevante porque o acesso \u00e0 conectividade no campo \u00e9 um fator determinante para a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias digitais, como agricultura de precis\u00e3o, monitoramento remoto, sistemas de gest\u00e3o agr\u00edcola, sensores IoT (Internet das Coisas) e ferramentas de rastreabilidade e sustentabilidade, que t\u00eam ganhado protagonismo no setor cafeeiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-espirito-santo-segundo-maior-produtor-nacional\"><strong>Esp\u00edrito Santo: segundo maior produtor nacional<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Esp\u00edrito Santo \u00e9 o segundo maior produtor de caf\u00e9 do Brasil, respons\u00e1vel por 22% da \u00e1rea cultivada no pa\u00eds. A cafeicultura \u00e9 a principal atividade agr\u00edcola do estado, presente na maioria dos munic\u00edpios e respons\u00e1vel por 37% do PIB agropecu\u00e1rio capixaba, segundo o Incaper (2024).<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o se destaca pela predomin\u00e2ncia do conilon, cultivado em grande escala no norte, em \u00e1reas de clima quente e baixa altitude. J\u00e1 no sul e nas regi\u00f5es serranas, prevalece o ar\u00e1bica, produzido em pequenas propriedades familiares que v\u00eam se firmando no mercado de caf\u00e9s especiais. Essa diversidade geogr\u00e1fica e clim\u00e1tica permite ao estado ofertar caf\u00e9s com perfis sensoriais distintos, atendendo tanto ao mercado interno quanto \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;<strong>Giuseppe Feitoza, CEO da Ayko Technology<\/strong>&nbsp;\u2013 empresa capixaba especializada em ciberseguran\u00e7a, data center, servi\u00e7os tecnol\u00f3gicos e conectividade -, a transforma\u00e7\u00e3o digital j\u00e1 \u00e9 uma realidade no campo e tem permitido que os produtores tomem decis\u00f5es cada vez mais r\u00e1pidas e assertivas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTenho acompanhado de perto como a tecnologia vem transformando o campo e acredito que estamos vivendo um novo cap\u00edtulo da cafeicultura brasileira. O Esp\u00edrito Santo ocupa uma posi\u00e7\u00e3o de destaque: \u00e9 l\u00edder no conilon e refer\u00eancia em produtividade no pa\u00eds. Mas, para continuar crescendo, precisamos ir al\u00e9m da tradi\u00e7\u00e3o e da experi\u00eancia. \u00c9 fundamental garantir uma infraestrutura digital s\u00f3lida e manter a conex\u00e3o presente em cada etapa da produ\u00e7\u00e3o\u201d, destacou Feitoza.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Feitoza, a conectividade deixou de ser um luxo e passou a ser uma ferramenta estrat\u00e9gica para o agroneg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEla \u00e9 o que permite que o produtor tome decis\u00f5es mais r\u00e1pidas e assertivas, acompanhe o solo e o clima em tempo real e utilize dados para planejar o futuro da lavoura com seguran\u00e7a e efici\u00eancia. Quando a tecnologia chega ao campo, ela n\u00e3o substitui o produtor, ela amplia o alcance do seu conhecimento, e \u00e9 isso que faz a diferen\u00e7a entre reagir aos desafios e se antecipar a eles.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A Ayko, inclusive, tem atuado em parceria com cooperativas e produtores capixabas. \u201cTemos trabalhado lado a lado com cooperativas e agricultores para desenvolver solu\u00e7\u00f5es que respeitam a geografia e a realidade local. Na Ayko, seguimos com o prop\u00f3sito de ajudar o Esp\u00edrito Santo, e o Brasil, a crescer com intelig\u00eancia, conectividade e prop\u00f3sito, fortalecendo cada elo dessa cadeia que move o agro\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-reconhecimentos-de-origem\">Reconhecimentos de origem<\/h2>\n\n\n\n<p>O Esp\u00edrito Santo tamb\u00e9m se destaca por possuir tr\u00eas selos de reconhecimento que atestam a qualidade e a tradi\u00e7\u00e3o de sua cafeicultura:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Denomina\u00e7\u00e3o de Origem (DO) Capara\u00f3 \u2013<\/strong>&nbsp;Criada em 2021 pelo INPI, abrange 16 munic\u00edpios na divisa entre Esp\u00edrito Santo e Minas Gerais. A regi\u00e3o possui 57,4 mil hectares de caf\u00e9, dos quais 53,7 mil (93,5%) est\u00e3o conectados, o maior \u00edndice de conectividade entre as indica\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas brasileiras. O diferencial do caf\u00e9 do Capara\u00f3 est\u00e1 no terroir: solos ricos, altitudes entre 700 e 1.400 metros e pr\u00e1ticas tradicionais de agricultura familiar. Pesquisas do Ifes (2013\u20132015) identificaram perfis sensoriais \u00fanicos, refor\u00e7ados por colheita seletiva e m\u00e9todos criteriosos de p\u00f3s-colheita.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Montanhas do Esp\u00edrito Santo \u2013<\/strong>&nbsp;Reconhece a qualidade dos caf\u00e9s ar\u00e1bicas cultivados entre 700 e 1.200 metros em munic\u00edpios como Afonso Cl\u00e1udio, Castelo e Venda Nova do Imigrante. A regi\u00e3o possui 56,8 mil hectares, dos quais 45 mil (79,1%) est\u00e3o conectados, \u00edndice que demonstra forte articula\u00e7\u00e3o territorial em prol de qualidade e sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Indica\u00e7\u00e3o de Proced\u00eancia (IP) Conilon Capixaba \u2013<\/strong>&nbsp;Valoriza a tradi\u00e7\u00e3o e excel\u00eancia do caf\u00e9 conilon, variedade predominante no estado. Munic\u00edpios como Jaguar\u00e9, S\u00e3o Mateus e Linhares concentram a produ\u00e7\u00e3o, favorecida pelo clima quente e \u00famido.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.folhavitoria.com.br\/folha-business\/internet-esta-em-795-dos-cafezais-do-espirito-santo-aponta-pesquisa\/\">https:\/\/www.folhavitoria.com.br\/folha-business\/internet-esta-em-795-dos-cafezais-do-espirito-santo-aponta-pesquisa\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do total de 1,27 milh\u00e3o de hectares cultivados com\u00a0caf\u00e9\u00a0no Brasil, 69% j\u00e1 possuem acesso \u00e0 conex\u00e3o 4G ou 5G. \u00c9 o que aponta um levantamento da ConectarAGRO, associa\u00e7\u00e3o que acompanha a expans\u00e3o da conectividade no campo, em parceria com a Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV). 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