As exportações brasileiras de café totalizaram 3,3 milhões de sacas em fevereiro, registrando uma queda de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. O principal fator dessa redução foi a falta de competitividade do café Conilon e Robusta brasileiro em relação ao Vietnã, que tem oferecido preços mais atrativos. Desde setembro, não há grandes vendas de Conilon para exportação devido à alta nos preços, o que levou compradores internacionais a optarem por outros fornecedores.
As exportações de café Conilon que ainda estão ocorrendo são resultado de contratos fechados anteriormente. No entanto, dificuldades logísticas atrasaram os embarques, e esses volumes estão sendo escoados apenas agora. Esse gargalo logístico reforça o impacto da infraestrutura portuária nas exportações e na dinâmica do mercado.
Por outro lado, o segmento de café solúvel apresentou um desempenho positivo, com um crescimento de 16,5% nas exportações, alcançando 640.996 sacas. Esse aumento reflete a crescente demanda global por produtos prontos para consumo e o potencial do Brasil nesse mercado.
Apesar da queda nos embarques, a receita gerada com as exportações brasileiras de café foi recorde para fevereiro, impulsionada pelos elevados preços internacionais. A tendência para os próximos meses aponta para um mercado ainda desafiador, especialmente para o Conilon, caso os diferenciais de preço não se tornem mais competitivos frente a outros países produtores.
Rafael Teixeira
Linhares-ES
